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Cultura - 16/03/2020
Tom e suas águas de março

Tom e suas águas de março


Quando se fala nas águas de março, logo nos lembramos da bela canção de Tom Jobim intitulada “Águas de Março”.

Consultando o site https://arteeartistas.com.br/analise-da-musica-aguas-de-marco/, encontramos uma descrição de como surgiu a letra dessa música majestosa. Resumindo o relata contido no referido site, verifica-se que ao tempo em que Tom Jobim promovia a construção de sua casa em Poço Fundo, São José do Vale do Rio Preto, ocorreram alguns problemas na obra, o que resultou na não conclusão da residência no mês de fevereiro. Com isso, a obra adentrou o mês de março e diante das chuvas a aconteceram diversas interrupções na construção.

Tom, acompanhava de perto a obra, dia a dia, e, com seu ouvido poético logo foi tocado pela mistura do som das águas, dos contratempos da obra e a ânsia de vê-la terminada. O poeta começou assim a construir suas “Águas de Março” e, então, anotando, rabiscando a letra num papel de embrulho de pães e buscando o som adequado que se harmonizasse com seus versos construiu a canção descrevendo o movimento das águas morro abaixo, a inquietude na espera do cessar da chuva para a conclusão da obra.

A casa e canção ficaram prontas e Jobim, então, cantou: “...É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã / É um resto de mato na luz da manhã / São as águas de março fechando o verão / É a promessa de vida no teu coração...”. Ali outros versos sob o som do violão devem ter sido criados em seus momentos de descanso e contemplação da natureza. Mas o tempo traria uma tragédia. O local de recanto e sossego do poeta em 16 de janeiro de 2011, em poucas horas fora levado por uma grande cheia do Rio Preto, que engoliu a casa de Dona Nilza, mãe do poeta Jobim, fato registrado em fotos realizadas pelo Neto de Tom, o pianista Daniel.

Contudo, ficou a canção até hoje eternizada, um dos símbolos da música brasileira, da poesia que vem da natureza e invade a alma de vates inspirando-os para a construção de sons sublimes e imperecíveis.

Onaldo Queiroga

onaldorqueiroga@gmail.com


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