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Geral - 11/03/2020
CUIDADO! FRÁGIL...

CUIDADO! FRÁGIL...

As palavras acima servem de alerta e são encontradas em caixas ou caixotes de embalagens de produtos que são transportados de um lugar para outro; algumas delas acrescidas das recomendações: “Este Lado Para Cima ou Se Estiver Violado Não Receba”. Chama-nos atenção para o fato de termos cuidado não somente com a embalagem, mais o conteúdo dentro dela. Infelizmente nós seres humanos não damos conta da nossa fragilidade no nosso relacionamento com o próximo. Bom seria se cada um levasse na sua embalagem de modo bem visível para que os outros vissem - o indicativo: Cuidado! Frágil...
O conteúdo vale mais que a embalagem, se não fora assim, não estaria rodeado de tantas advertências; no entanto, fica claro que a embalagem é quem chama atenção, pois nela consta o que o produto oferece ao usuário, o que na maioria das vezes torna-se uma propaganda enganosa. É o exterior aparentando aquilo que não é no interior. Nós seres humanos somos tão frágeis, “permita-me a comparação”, que não nos apercebemos disso, uma lástima! O apóstolo São Tiago nos adverte como deve ser nossa ação no relacionamento com os nossos semelhantes.
“Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim”Tg.3:7-10.
No final o apóstolo faz uma analogia que uma fonte que jorra água doce não pode dar o que é amargoso, nem a figueira produzir azeitonas ou a videira figos, e ainda é taxativo: “Fonte de água salgada não pode dar água doce”.
Desconhecemos a realidade das coisas quando lidamos com a nossa sensibilidade ou a sensibilidade do nosso próximo. Não sabemos o que o magoou ou quando ficamos magoados, deste modo o conteúdo (produto) que está no nosso âmago se manifesta, sem nenhuma percepção que no invólucro, mesmo escondido, está advertência: Cuidado! Frágil...
Somos frágeis no conteúdo; carne e osso, porém não queremos jamais admitir que a embalagem “nosso exterior”, mostre aos outros a nossa fragilidade; aí, atritamos nossa consciência com ressentimentos, mágoas, desgostos etc. O perigo é reciclar a embalagem e não fazer o mesmo com o produto. Jesus Disse: “Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam”. Mt.9:16,17.
Enganamos a nós mesmos quando nos apresentamos de um modo e não somos aquilo que aparentemente a nossa embalagem apresenta; bonita, bela, etc. Jesus, onisciente e conhecedor da natureza dos homens, disse para os seus patrícios, o que eles eram na realidade por trás da aparência de suas embalagens. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia”. Mt.23:27.
Cuidemos, pois não só da embalagem, mas do conteúdo que está dentro!

CLEMILDO BRUNET
*RADIALISTA


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Onaldo Queiroga
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