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Baião em crônicas
R$40,00

Prefácio – Oliveira de Panelas.

IMPÉRIO DO GONZAGÃO

Há o que se comparar aqui no Planeta Terra, entre as divindades terrenas e as almas geniais.
Na mágica dessa transcendental alquimia, há uma fusão, uma combinação precisa e poderosa que podem ser oriundas das substâncias angélicas determinando a simbiose do grande, do belo e do portentoso espaço que ocupamos por um período de uma existência.
Assimilar, admirar, e divulgar tudo isso com compromisso e verdadeira paixão, é transitar de consciência leve entre céus abertos e diáfanos, onde todas as musas predispõem-se a trabalhar a seu favor.

Eis aqui, uma representatividade legítima desse páramo gonzagueano: Dr. Onaldo Queiroga. Um...quem sabe! Um devoto das vibrações maiores, que veio aqui e encontrou guarida no colo da arte matriarca: nordestina-universal, para dar a continuidade a sua missão de disseminar a essência do virtuosíssimo dos que foram por inerência cósmica, predestinados à imortalidade.
“Mestre Lua”, “Rei Luiz”, “Seu Lula”, “Luiz Gonzaga, “O Rei do Baião”. Ele está aqui na substância rara destas colossais crônicas de Dr. Onaldo Queiroga, que pela regência do destino, desperta com o seu talismã, o espírito do reino musical que lhe fez monarca por eterno merecimento.
Na esfera dessa constelação, nunca há de faltar luz nem brilho, porque nela os dois fazem parte da plêiade dos Mahatmas nordestinos.
Neste livro, eu li, eu vi a magnitude da inspiração poética de cada crônica.
Observei o capricho da linguagem na beleza da retórica, adornada pela fartura de metáforas, que encantariam os célebres parceiros compositores do mestre Rei. Cite-se Humberto Teixeira, Zé Dantas, Zé Marcolino...
No conteúdo de cada uma delas, a gente sente o ímã da vontade de lê-las cada vez mais. São fascinantes e belas. Começamos vislumbrando e terminamos deslumbrados
Na certeza, O “Rei Gonzaga”, canta, vibra e emociona-se apoteoticamente em seu estágio de Nirvana, em saber que no Globo Terráqueo, existe a continuidade dos divulgadores e verdadeiros louvores dos seus amigos e admiradores fiéis, onde neste contexto e em primeiro plano, insere-se de forma ímpar, um homem de fibra singular: Dr. Onaldo Queiroga.
Ele, e tantos outros geniais divulgadores do “Rei Lua”. (Só à guisa de citação) O extraordinário paraibano, jornalista e escritor Assis Ângelo, Gildson de Oliveira...também fazem parte da refulgência desta constelação
Estas crônicas demonstram e adornam por mérito próprio, o ápice luminoso da pirâmide do Rei, que em plena vida cantou e decantou com sensibilidade rara as dores e as alegrias de um povo valente e forte de um país chamado Nordeste.
Dir-se-ia um parnaso ornamentado pela convergência da mais criativa e bela etnomusicologia.
Aqui, um prefácio a mais de quem quer que seja, iria somente sintetizar a grandiosidade das afirmações históricas e o invejável encanto em cada crônica do autor.
O livro por si só conduz toda a aura que a sabedoria permite.
O “REI LUA” transcende o “EU”: ele continua sendo o musical “NÓS” multiplicado. A sua dimensão era a ponte em forma de infinito espiralado. Tornou-se REI por sua grandiosidade. Sustentou o trono enquanto viveu e quando partiu para a liberdade suprema, agigantou-se ainda mais.
Neste livro de Crônicas preciosas inserem-se com maestria: a didática, a informação, o histórico, o social, o romântico, a arte, a vida.
Não fora visto, até hoje, no mundo da arte cantada, quem fosse tão dadivoso, que obtivesse o estro, a verve com tanta fartura. Apenas uma sanfona, um triângulo e um zabumba, e disso simplesmente gerava-se uma orquestra de sons ricos, amenos e enredos vários.
Onaldo Queiroga soube com inigualável inspiração traduzir para nós essa joia; esse tesouro; essa jazida de valor ímpar.
O REI LULA foi sui generis em enaltecer de forma genuína e verdadeira: a terra, a fauna, a flora, costumes, ritmos e crenças de nossa gente: o cangaceiro, os santos, o romeiro, a fome, a seca o sertão...
Viveu, sofreu e transferiu para nós as fortes emoções de seus amores vários. Elegeu o Nordeste como trono magno, (o que não poderia ser diferente.)
Presenteou seus principais discípulos e seguidores com várias centenas de sanfonas, para que todos eles se harmonizassem com a mesma alma do seu mágico mundo cantante.
Inaugurou seu reinado em brancas auroras, quando a natureza festejava sua vitória e a sua glória de monarca. Assim para ele foi passado magistralmente o cajado regente, de livre e autêntico sanfoneiro cantador do mundo.
REI AUTÊNTICO, REI BRILHANTE, REI POETA SANFONEIRO, QUE DA ALMA DA SANFONA FEZ BAIÃO PRA MUNDO INTEIRO.
Presenteou de mão beijada, seus príncipes e princesas e os principais súditos, a chave da entrada principal do olimpo imperial da insigne arte nordestina. Onde o baião, o xote, o xaxado, o forró eram cicerones e bons amigos de todos aqueles que lá permanecessem.
Salve Pinto do Acordeon, Dominguinhos, Sivuca, Zé Ramalho, Elba, Marinês, Zé de Manu, Jackson do Pandeiro, João Cláudio Moreno e tantos outros que merecem grandes honrarias pelo fervor do desempenho a favor da continuidade do REI.
Viva Santana e Januário, seus extremosos pais, que continuam eternizados pelo halo luminoso do filho imperador.
Enaltecido seja o Nordeste pátria amada de seu Luiz, o “REI LUA.”
Pela a imensurável riqueza deste livro, que veio nos trazer a essência adormecida de um gênio nordestino que cantou a vida como se fosse uma recomendação celestial. Aqui nós damos milhões de vivas, com muitos e merecidos aplausos, ao incansável e extraordinário escritor, Doutor Onaldo Queiroga. Um magno e aureolado mestre da Justiça e do Direito, que em parceria magnificente com o célebre ídolo desta terra”Seu Luiz,” ofertou essa riqueza de informação de: arte, beleza, ritmo e história para todos nós nordestinos, brasileiros universais.
Parabéns Doutor Onaldo Queiroga.

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