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05/06/2018 | Jurídico
SERTÃO
Por: Onaldo Queiroga

Sertão


O sertão, lugar singular, encantado, repleto de magia. Seus filhos podem até ir para outras terras, mas jamais esquecerão esse recanto sagrado.

O poeta já cantou sobre a beleza inigualável da sua Lua, que em noites de céu límpido e de estrelas vistosas, mostra-se exuberante, iluminando todo o vasto e árido mundo sertanejo. O seu Sol é forte, extremamente reluzente e algumas vezes impiedoso, bebe a água dos riachos, rios, açudes e barragens, deitando sobre esse pedaço de terra os efeitos dolorosos da feroz estiagem.

O sol sertanejo nasce todos os dias, trazendo consigo sua energia, sua luz e seu calor, entregando aos seus viventes a clareza que despede a fria madruga, desenhando uma aurora que nos dias verdes da invernada, a passarada torna-se ainda mais festiva entoando sinfonias divinas, anunciando o amanhecer de intenso brilho, renovando a esperança e possibilidade de se escrever um caminhar de dias melhores.

Esse pedaço de mundo, dono dos nossos corações, nos seus momentos de dia, noite e madrugada nunca perde a formosura. Sob o brilho da Lua e das estrelas, lá se encontra suas serras, campinas e vales, como também o som de violões, a candura de casais de enamorados, a suavidade dos ventos e o silêncio da mata. Quando dia, seus filhos vivem sob o calor e força da labuta, do vai e vem da vida, mas sempre com o olhar voltado para a fé inquebrantável em Deus.

O Sertão e nosso existir, um enigmático e uma fascinante sintonia que revigora energias para o enfrentar de cada dia, por essas veredas de intempéries, mas também de alegrias e vitórias. O sertão nos faz lembrar o amanhecer com o canto celeste de uma sabiá, que acordava-me, soprando em minha alma, sons catedrais de amor, num louvar a Deus pela nova aurora. Viva o Sertão

ONALDO QUEIROGA


Onaldo Queiroga
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